Fisioterapia pélvica na gravidez: quando começar e como pode ajudar
Gestante pode fazer fisioterapia pélvica? Entenda quando começar, o que é trabalhado na gravidez…
Ler artigoGestação e pós-parto
Preparação, prevenção e recuperação do assoalho pélvico, no seu ritmo.
A fisioterapia pélvica obstétrica acompanha a mulher durante a gestação e depois do parto, cuidando da musculatura do assoalho pélvico: ajuda a conhecê-la e treiná-la, a prevenir a perda de urina e a recuperar o corpo com segurança — independente da via de parto.
Entenda
Durante a gravidez, o assoalho pélvico é muito exigido pelo aumento de peso do útero e pelas mudanças hormonais e posturais. A fisioterapia ajuda a desenvolver percepção, coordenação e controle dessa musculatura — tanto para contrair quanto para relaxar —, o que é útil na gestação, no momento do parto e na recuperação.
Esse cuidado tem respaldo em evidências: segundo revisão da Cochrane, o treino estruturado do assoalho pélvico iniciado cedo, em gestantes sem perda de urina, pode prevenir a incontinência no fim da gestação e no pós-parto. A diretriz do NICE orienta incentivar o treino durante a gravidez e depois do parto, e sugere programas supervisionados em situações de maior risco. Para a dor lombar da gestação, os exercícios podem ajudar, embora a qualidade das evidências ainda seja baixa.
Depois do nascimento, independentemente do tipo de parto, a fisioterapia apoia a reconexão com a musculatura e o retorno gradual às atividades. Se você quer entender primeiro o que é a fisioterapia pélvica, veja o guia completo; e, se a sua dúvida é sobre quando começar, leia fisioterapia pélvica na gravidez: quando começar.
Sempre me identifiquei com as mulheres e sempre tive muita empatia por elas, principalmente pelas gestantes.
Thais Alosete
O que pode ser trabalhado
Para quem é indicado
Independentemente do tipo de parto, o acompanhamento respeita cada fase: preparação na gestação, percepção e controle para o parto e recuperação no pós-parto.
Agendar avaliação
Situações comuns
Como funciona
O plano acompanha o momento da gestação ou do pós-parto e é ajustado a cada reavaliação.
Limites e cuidados
A fisioterapia complementa o pré-natal e o acompanhamento obstétrico — não os substitui.
Dúvidas frequentes
Não existe uma semana única para todas. O treino do assoalho pélvico é incentivado durante a gestação, e a revisão da Cochrane mostra benefício do treino iniciado cedo em gestantes sem perda de urina. A diretriz do NICE sugere programas supervisionados a partir da 20ª semana para gestantes com histórico familiar de disfunções do assoalho pélvico. O momento ideal é definido com você e com o seu pré-natal.
Ela ajuda a gestante a perceber, coordenar e relaxar a musculatura do assoalho pélvico, o que é útil no momento do parto. Mas a fisioterapia não define nem garante o tipo de parto — essa decisão envolve a sua saúde, a do bebê e a equipe obstétrica.
Pode ser útil, sim. A gestação por si só exige muito do assoalho pélvico, e a diretriz do NICE orienta incentivar o treino dessa musculatura em todas as mulheres que tiveram bebê recentemente, independentemente da via de parto.
É comum, mas não é algo com que você precise conviver. Para a perda de urina aos esforços — inclusive na gestação —, a diretriz do NICE recomenda um programa supervisionado de treino do assoalho pélvico de pelo menos três meses como primeira opção.
As informações desta página foram elaboradas com apoio de diretrizes de saúde e literatura científica. Elas não substituem uma avaliação individual.
Principais fontes: NICECochraneACOG
Para continuar lendo
Gestante pode fazer fisioterapia pélvica? Entenda quando começar, o que é trabalhado na gravidez…
Ler artigoO que acontece na primeira consulta, como é a avaliação, quais técnicas podem ser usadas…
Ler artigoTer endometriose não significa, por si só, não poder engravidar…
Ler artigoEste conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
Cada mulher tem uma história única. Converse com a Thais pelo WhatsApp e agende uma avaliação na Vila Mariana, em São Paulo.